Sessão Paralela: Participação e Cidadania

Organizada por CNJ e UNRIC

Na sessão paralela sobre Participação e Cidadania foram referidas duas ideias inerentes à participação, nomeadamente os benefícios cívicos por ela aportados, mas, por outro lado, as crises de participação política e cívica a que temos assistido. Foi recordado que apenas em sistemas democráticos, em que se prevê a liberdade de cada cidadão, existem dinâmicas de funcionamento e atuação da sociedade civil. Importa ainda realçar que só organizações inclusivas, que prevêem uma pluralidade de actores, contribuem para a cidadania.

Foram evidenciados os novos tipos de participação, como aquela realizada através da internet. Esta nova forma de participação vem colmatar os baixos níveis de envolvimento em associações e organizações. Nestes fora online, os cidadãos participam e fazem-se ouvir, de uma forma mais imediata, mais instrumental e pontual.

A pertença a organizações e associações juvenis é ainda vista como um espaço privilegiado de participação e cidadania, onde são desenvolvidas competências cruciais no desenvolvimento pessoal, vigorando os princípios da democracia e que possibilitam o acesso igual a esta participação, promovendo a inclusão social dos jovens. De referir ainda que nestes espaços de aprendizagem vigoram as metodologias da Educação Não-Formal, sendo desenvolvidas competências fulcrais para a integração dos jovens na sociedade. Para além da cidadania exercida no espaço nacional, é ainda evidenciada a cidadania global, em que a consciencialização para o que decorre no mundo é algo que também a nível nacional diz respeito e em que se deve agir.

Foi ainda dado o exemplo de um movimento informal, como o Movimento12 de Março, que surgiu da manifestação “Geração à Rasca” em que, apesar de os objectivos não terem sido cumpridos, nomeadamente as suas reivindicações terem sido tidas em conta pelos decisores políticos, fez que com que o conceito de precariedade e a sua consciencialização se propagasse. O Movimento 12 de Março teve como objectivo fazer de todos os cidadãos um cidadão político, isto é, despoletar em cada cidadão o pensamento político crítico.

Um participante referiu que a prática desportiva pode ser encarada como uma forma de inclusão social, principalmente para aqueles jovens que estão excluídos do mercado de trabalho.

Foi ainda referida a necessidade de incorporar no sistema de ensino a leccionação da educação para a cidadania, como ferramenta promotora de uma participação activa por parte dos jovens na sociedade. Foi ainda referida a necessidade de complementar o sistema de ensino formal com Educação Não-Formal, uma vez que desenvolve outro tipo de competências.

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